1831 - Wackenroder descobre os pigmentos amarelo/laranja nas cenouras e dá-lhes o nome de carotenos.
1847 - Zeise apresenta uma descrição mais detalhada do caroteno.
1866 - O caroteno é classificado como um hidrocarboneto por Arnaud e seus colaboradores.
1887 - Arnaud descreve a presença generalizada dos carotenos nas plantas.
1907 - Willstatter e Mieg estabelecem a forma molecular do caroteno, uma molécula formada por 40 átomos de carbono e 56 átomos de hidrogénio.
1914 - Palmer e Eckles descobrem a existência de caroteno e xantofila no plasma do sangue humano.
1919 - Steenbock (Universidade de Wisconsin) sugere uma relação entre os pigmentos amarelos das plantas (betacaroteno) e a vitamina A.
1929 - Moore demonstra que o betacaroteno se converte no fígado na forma sem cor de vitamina A.
1931 - Karrer e os seus colaboradores (Suíça) determinam as estruturas do beta-caroteno e da vitamina A.
1939 - Wagner e os seus colaboradores sugerem que a conversão do betacaroteno na vitamina A ocorre no interior da mucosa intestinal.
1950 - Isler e os seus colaboradores desenvolvem um método para a síntese do betacaroteno.
1966 - O betacaroteno é considerado como aceitável para utilização nos alimentos pelo Comité Conjunto FAO / WHO de Especialistas em Aditivos Alimentares.
1972 - São estabelecidas especificações pelo Código Americano de Químicos Alimentares para a utilização de betacaroteno nos alimentos.
1978 - O betacaroteno é considerado como ‘GRAS’ o que significa que o ingrediente é “Globalmente Reconhecido como Seguro” e pode ser utilizado como suplemento da dieta alimentar ou na fortificação dos alimentos.
1981-82 - O betacaroteno / caratenóides são reconhecidos como factores importantes (independentemente da sua actividade como provitamina A) na redução potencial do risco de certos cancros. R. Doll e R. Peto: “Can Dietary Beta-Carotene Materially Reduce Human Cancer Rates?” (Pode o betacaroteno na dieta alimentar reduzir substancialmente as taxas de cancro nos seres humanos?) (in: Nature, 1981), R. Shekelle et al: “Dietary Vitamin A and Risk of Cancer in the Western Electric Study” (A Vitamina A na Dieta Alimentar e o Risco de Cancro no Estudo da Wester Electric) (in: Lancet, 1981), “Diet, Nutrition and Cancer” (Dieta alimentar, nutrição e cancro) (1982): Revisão da Academia Nacional das Ciências Americanas mostrando que a ingestão de alimentos ricos em caratenóides está associada à redução do risco de certos cancros.
1982 - Krinsky e Deneke mostram a interacção entre o oxigénio e os radicais de oxigénio com os carotenóides.
1983-84 - O Instituto Nacional do Cancro (E.U.A) lança vários ensaios de intervencão clínica em larga escala, utilizando suplementos de betacaroteno isolados e em combinação com outros nutrientes.
1984 - É demonstrado que o betacaroteno é um antioxidante eficaz in vitro.
1988 - Devido ao elevado número de estudos epidemiológicos que demonstram a redução potencial da incidência de cancro relacionada com o aumento da ingestão de betacarotenos na dieta alimentar, o Instituto Nacional do Cancro (E.U.A) emite instruções dietárias aconselhando os americanos a incluir uma variedade de vegetais e frutas na sua dieta diária.