Foi descoberto em vários estudos com seres humanos e com animais, que a suplementação com betacaroteno realça certas respostas imunitárias.
Estudos epidemiológicos mostraram que à medida que o consumo de frutas e vegetais ricos em betacaroteno aumenta, decresce a incidência de certos cancros (i.e. pulmões, estômago). Para além disso, experiências em animais mostraram que o betacaroteno atua como um agente preventivo contra o cancro. Atualmente muitos estudos de intervenção clínica estão a decorrer para testar a eficácia do betacaroteno na prevenção do cancro.
Problemas de fotossensibilidade:
Foram efetuados vários estudos em pacientes com reações de pele anormais à luz do sol, denominadas problemas de fotossensibilidade (i.e. protoporfíria eritropoiética). O betacaroteno tem mostrado exercer um efeito fotoprotetor nestes indivíduos.
Devido à conversão regulada do betacaroteno em vitamina A, o sobreconsumo não provoca a hiperavitaminose A. Consumos excessivos de caratenóides em certos tipos de doentes (hiperlipedemia, diabetes mellitus, síndroma nefrótico ou hipertiroidismo) podem causar hipercaratenoidemia a qual se manifesta por uma coloração amarelada na pele, principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés. A cor amarelada desaparece quando o consumo de caratenóides é reduzido ou interrompido.
Foram conduzido estudos em seres humanos de forma a avaliar a segurança do betacaroteno. Estudos realizados em pacientes com sensibilidade à luz, tais como a protoporfíria eritropoiética, não mostraram efeitos adversos com a ingestão de 50-200mg/dia de betacaroteno durante vários anos.